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Unbabel, Pagaqui e 360Imprimir lideram lista das 25 maiores scaleups portuguesas

Unbabel, Pagaqui e 360Imprimir lideram lista das 25 maiores scaleups portuguesas

Relatório sobre o ecossistema de jovens empresas em Portugal revela que a esmagadora maioria do financiamento vem do estrangeiro e que setor da tecnologia domina na captação de investimento

Unbabel, Pagaqui e 360Imprimir são, por esta ordem, as maiores scaleups – termo usado para definir jovens empresas com 10 ou mais funcionários e que já geram receitas significativas – de Portugal. O ranking, criado pela aceleradora de startups Building Global Innovators (BGI), faz parte do mais recente relatório da organização sobre o ecossistema português de empreendedorismo.

As 25 maiores scaleups portuguesas – lista completa que pode conhecer mais abaixo – já angariaram um total de 178 milhões de euros em rondas de financiamento, um valor que representa um crescimento de 54% em comparação com o valor angariado pelo top 25, composto por diferentes empresas, em 2018.

«Os investidores estão a reconhecer o que está a acontecer em Portugal, estão a assumir mais riscos e, se reparares, muitos dos investimentos têm origem nos EUA. Diria que há uma maior probabilidade de investidores dos EUA ou outros investidores estrangeiros quererem investir em Portugal, devido aos casos de sucesso da Farfetch, Feedzai e Outsystems», disse Otito Dosumo, gestor de produto da BGI, a propósito do relatório, em entrevista à Exame Informática.

O ranking contempla empresas fundadas entre 2013 e 2018 e foi definido considerando o investimento angariado por estas empresas, o total das receitas, o rácio entre investimento e receitas, o número de postos de trabalho criados e o potencial de criação de novos empregos.

«O ecossistema em Portugal é jovem e é muito interessante ver o que está a acontecer noutros ecossistemas mais avançados e experientes. Muito do conhecimento vem através do investimento que estes ecossistemas avançados [como os EUA] trazem [para Portugal]. Por exemplo, os fundadores portugueses não vão apenas atrás de quem lhes dá dinheiro, muitos reconhecem que é preciso dinheiro e conhecimento, as capacidades para escalar e fazer crescer a empresa», explicou o porta-voz da BGI.

Do total de investimento angariado pelas scaleups portuguesas, 87% têm origem em capital estrangeiro, com os restantes 13% a serem garantidos por capital de investidores portugueses. Os EUA são, ao representarem mais de 58%, o país que mais investe nas jovens empresas portuguesas, seguindo-se a Alemanha (15%) e a União Europeia (4,17%), através de fundos europeus.

O relatório destaca ainda o mercado das tecnologias da informação e comunicação (TIC) como o que capta a maior parte do investimento – cerca de 130 milhões de euros –, seguido das áreas de web e consumo (30 milhões de euros), dispositivos médicos e tecnologias na saúde (10 milhões de euros) e, por fim, tecnologias sustentáveis e indústria 4.0 (5 milhões de euros)

Segundo Otito Dosumo, «algo que torna as TIC muito atraentes é a facilidade em escalar, ao contrário das tecnologias da saúde que demoram cinco anos até conseguirem gerar receitas significativas.» Acrescenta ainda o responsável que «nas TIC, podes criar uma empresa e ter receitas antes do final do ano». «Percebes porque é muito atrativo para os investidores, porque é fácil de escalar. E também diria que em termos de talento, Portugal tem uma grande fonte de recursos humanos para as tecnologias da informação.»

Mais investimentos a caminho

As previsões apontam para que as empresas de TIC continuem a dominar o ecossistema de scaleups em Portugal nos próximos anos, mas o diretor de produto da BGI aponta também baterias às jovens empresas que atuam no segmento de tecnologia e saúde, área também conhecida como MedTech.

«Estas empresas, que têm estado em segundo plano, vão começar a crescer. Agora podem não ter uma boa posição no ranking, pois não estão a gerar tantas receitas como esperávamos, mas nos próximos três a cinco anos vamos começar a ver uma maior representação das startups MedTech», sublinhou.

As perspetivas da BGI para o ecossistema de empreendedorismo português em 2020 são uma continuação da tendência positiva que se tem verificado nos últimos anos. Segundo Otito Dosumo, «vamos ver rondas de financiamento de centenas de milhões de euros em scaleups portuguesas» e vão aumentar também o número de rondas de financiamento por parte das jovens empresas.

Mas o crescimento do investimento não deverá ser suficiente para fazer nascer um novo unicórnio – empresa que vale mais de mil milhões de dólares – em Portugal. «Penso que não vamos ver um unicórnio no próximo ano, mas talvez sim nos próximos três anos.»

Ranking das 25 maiores scaleups portuguesas | BGI, dezembro 2019

1. Unbabel (2013)
2. Pagaqui Portugal (2014)
3. 360Imprimir (2013)
4. Defined Crowd (2015)
5. Codacy (2013)
6. Virtual Power Solutions (2014)
7. Dashdash (2016)
8. Huub (2015)
9. Landing.jobs (2013)
10. Xhockware (2014)
11. Picadvanced (2014)
12. Heart Genetics (2013)
13. Infraspeak (2015)
14. GetSocial (2013)
15. Code for All (2015)
16. Wetek (2014)
17. Lapa Studio (2013)
18. Findster (2015)
19. Perceive 3D (2013)
20. Petapilot (2014)
21. Tonic App (2016)
22. Fastinov (2013)
23. Beon Energy (2015)
24. Smark.io (2014)
25. Petsys Electronics (2013)

Fonte: Revista Exame Informática

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